Qualidade de suplementos de creatina é avaliada em estudo laboratorial

O mercado de suplementos alimentares segue em franca expansão no Brasil, impulsionado pela busca constante de praticantes de atividades físicas por melhor desempenho e saúde. Entre os produtos mais consumidos e estudados no mundo, a creatina monohidratada ocupa uma posição de destaque incontestável. No entanto, o crescimento vertiginoso da demanda também acende alertas quanto à qualidade e conformidade dos itens disponibilizados ao público consumidor.
Um estudo recente publicado na plataforma ResearchGate colocou à prova a autenticidade e as informações fornecidas por fabricantes desse recurso ergogênico. A pesquisa realizou uma rigorosa avaliação físico-química e de rotulagem em seis amostras comerciais de creatina monohidratada, adquiridas em diferentes canais de comercialização no país.
Testes físico-químicos e a qualidade no pote
A creatina é amplamente reconhecida pela ciência esportiva por seu papel fundamental na regeneração de energia celular rápida, atuando diretamente no aumento de força, potência e ganho de massa magra. Devido a essa eficácia comprovada, os suplementos à base desse composto estão entre os mais procurados em lojas físicas e no comércio eletrônico.
Na avaliação acadêmica, os pesquisadores buscaram verificar se o produto contido nas embalagens correspondia aos padrões físico-químicos esperados para a creatina monohidratada pura. Parâmetros laboratoriais dessa natureza são essenciais para determinar se o suplemento não sofreu adulterações, como a adição indevida de carboidratos simples ou outros agentes de volume de baixo custo, prática que visa baratear custos de produção em detrimento da pureza prometida ao consumidor.
A importância da rotulagem correta dos suplementos
Além dos testes em laboratório para atestar a pureza do pó, o estudo concentrou esforços na análise crítica das informações contidas nos rótulos. A legislação sanitária nacional impõe normas rígidas para a rotulagem de qualquer suplemento alimentar, incluindo clareza na lista de ingredientes, orientações de uso, declaração precisa da tabela nutricional e alertas sobre substâncias alergênicas.
Rótulos imprecisos ou enganosos não apenas violam o direito de escolha e a proteção do consumidor, mas também representam potenciais riscos à saúde. A discrepância entre o que é anunciado na embalagem e o que realmente está presente no produto enfraquece a credibilidade de todo o setor de suplementos, tornando indispensável o monitoramento constante por órgãos reguladores e grupos independentes de pesquisa.
Canais de venda e os cuidados na hora da compra
A análise considerou amostras provenientes de múltiplos canais de venda, refletindo o hábito de compra atual dos atletas e entusiastas fitness, que transitam frequentemente entre farmácias, lojas especializadas de nutrição e marketplaces digitais. Comprar produtos por plataformas online muitas vezes expõe o comprador a ofertas tentadoras, mas que podem envolver itens de procedência incerta.
Para garantir segurança e eficácia, especialistas recomendam que os consumidores adquiram seus suplementos em estabelecimentos consolidados e de confiança. Verificar o histórico das fabricantes, buscar marcas que realizem laudos laboratoriais públicos e desconfiar de preços muito abaixo da média de mercado continuam sendo as melhores estratégias para evitar frustrações com suplementos adulterados ou fora dos padrões regulatórios vigentes.
Fonte original: ResearchGate
Pauta: ResearchGate



