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    Metade dos suplementos de whey mais vendidos tem menos proteína, diz teste

    29 de out. de 2026, 18:07 · Redação Suplementos.com.br
    Laboratório analisando frascos e amostras de pó de suplementos alimentares

    Um levantamento técnico realizado pela Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF) trouxe à tona um alerta preocupante para quem consome suplementos no país. De acordo com as análises laboratoriais divulgadas em reportagem especial do Jornal da Record, metade das marcas de whey protein mais comercializadas no Brasil apresenta teores de proteína inferiores aos declarados nos rótulos.

    A constatação acende um sinal de atenção tanto para consumidores quanto para profissionais da área de saúde e nutrição esportiva. O whey protein é, historicamente, o carro-chefe entre os suplementos alimentares voltados para ganho de massa muscular, recuperação e manutenção da dieta diária, o que torna a discrepância nutricional um problema direto para o planejamento dos usuários.

    Irregularidades no mercado de suplementos proteicos

    O teste realizado pelos especialistas avaliou os produtos mais populares das prateleiras nacionais e identificou que diversas formulações não cumprem as especificações informadas na tabela nutricional. Quando um suplemento alimentar traz menos concentração proteica do que o anunciado, o consumidor acaba pagando por um rendimento que não recebe na prática, muitas vezes ingerindo doses superiores de carboidratos ou outros compostos de preenchimento.

    A adulteração ou inconformidade na composição dos suplementos não apenas frustra as expectativas de desempenho e composição corporal de atletas e praticantes de musculação, mas também configura infração grave contra o direito do consumidor e as normas sanitárias vigentes. A venda de produtos fora dos padrões regulatórios enfraquece a credibilidade do setor e prejudica empresas que mantêm rigoroso controle de qualidade em seus processos de fabricação.

    O impacto para a nutrição e a saúde do consumidor

    O consumo regular de suplementos proteicos baseia-se em cálculos precisos de macronutrientes recomendados por nutricionistas e médicos. Quando o usuário adquire um suplemento de proteína acreditando obter determinada dosagem e recebe um índice substancialmente menor, toda a estratégia metabólica é comprometida.

    Além do prejuízo direto aos resultados físicos, especialistas apontam que a falta de rigor na rotulagem pode mascarar a presença de substâncias não declaradas ou de qualidade inferior. Por essa razão, entidades de proteção e fiscalização defendem um aperto nas regras de monitoramento, incluindo testes periódicos independentes para assegurar que cada suplemento comercializado entregue a fórmula exata prometida ao público.

    Cuidados na hora de escolher seu suplemento

    Diante das revelações trazidas pelos testes, os consumidores devem redobrar a atenção na hora de abastecer o estoque de suplementos. Entre as principais recomendações para minimizar riscos de adquirir produtos reprovados ou adulterados, destacam-se:

    - Dar preferência a marcas consolidadas e transparentes que disponibilizam laudos laboratoriais de cada lote produzido; - Desconfiar de preços excessivamente baixos em relação à média praticada pelo mercado formal; - Adquirir suplementos apenas em lojas de procedência confiável, evitando intermediários desconhecidos em marketplaces e plataformas digitais; - Consultar alertas e relatórios periódicos emitidos por órgãos sanitários e associações de defesa do setor.

    O fortalecimento da fiscalização e o acesso à informação transparente são indispensáveis para garantir que o setor de suplementos continue evoluindo com ética, segurança e total respeito ao consumidor brasileiro.

    Fonte original: Jornal da Record

    Pauta: Jornal da Record

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